Steve Jobs, só mais uma coisa.
Me lembro de duas experiências distintas que tive com notebook. A primeira foi acerca de dois anos quando comprei um Toshiba com tela de 17” e uma configuração robusta. Quando chegou, via sedex, veio embalado em uma caixa de papelão com impressão em preto e branco, dentro da caixa haviam as coisas de sempre, muito isopor para proteger meu computador e os cabos presos com aqueles “negócios” que usam em padaria para fechar saco de biscoito.
A segunda experiência aconteceu há um ano quando comprei um macbook. A primeira surpresa foi quando a caixa chegou, uma caixa-maleta com impressão colorida e minimalista, apenas a foto do computador na capa, aberto e ligado e a logo da Apple. Para quem conhece um pouco de impressão e de custos sabe que isso é caro, muito caro. Dentro da caixa, a surpresa: nada de isopor. O MacBook vem milimetricamente aconchegado dentro da caixa, a medida que você vai retirando as coisas uma nova dobra se mostra e você descobre que os fios estão dentro de uma caixinha. Lindo, perfeito e a mais clara ideia do que era a obsessão de Steve Jobs pela perfeição.

A mesma experiência aconteceu quando compramos o primeiro Imac aqui da Jardim, você tira o computador da caixa e é apenas uma tela e UM cabo, você liga o cabo atrás da tela, liga na tomada e ABRACADABRA ele funciona, o mouse não tem fio, o teclado também não. E eu fiquei pensando, como eles conseguem. Olhe para o seu PC, aquele monte de fios, cada vez que você precisa mudar de lugar é um trabalho sem fim: desconecte, mude de lugar, conecte de novo, enfie-se embaixo de mesas, faça malabarismos. A experiência de desembalar um MAC e ligá-lo faz parte da magia, não é apenas abrir e ter a sensação de espanto a cada nova descoberta e, assim é ao ligá-lo.
Decidi comprar um Mac porque estava insatisfeito com o Windows, meu notebook anterior, travava, era pesado e eu sempre quis ter um Mac mas estava longe de conseguir entre outros motivos, era muito caro, mas daí veio a Intel e com esses novos processadores uma nova política de preços. Quem quer um notebook bom sabe que vai pagar algo em torno de R$3.000,00, estou falando de um bom, não esses lixos vendidos nos magazines da vida. Descobri então que por pouco mais de R$3.500,00 conseguiria ter um macbook, não tive dúvida, comprei, aliás compramos 2 de uma vez aqui para agência e mais um Imac e não foi só por conta do preço, foi por conta do desempenho.
Sério não estou brincando, é um novo mundo. Se você comprou um computador, seja um desktop ou um notebook com windows há um ano mais ou menos eu lhe faço uma pergunta: quantas vezes você já reiniciou? Eu me lembro que com menos de duas semanas de uso eu havia reiniciado meu toshibão algumas vezes. Pois bem lá vem a bomba: quase um ano e meio de Mac e eu reiniciei ele uma vez. Quando seu PC trava ele trava mesmo, bloqueia tudo e você precisa reiniciá-lo, no MAC isso não acontece, um programa pode “travar” mas não trava a máquina, você pode abrir outro programa ou navegar na web se quiser e vou dizer uma coisa, depois de alguns minutos o programa volta a responder e, se isso não acontecer, você pode simplesmente forçar o fechamento dele e ele fecha MESMO não fica pensando durante horas.
Não sou nenhum fã doente da marca, tenho um celular e uma tablet com ANDROID e estou extremamente satisfeito com o sistema operacional, diferente do que estava com o windows e por isso fiz a troca. Confesso que hoje não trocaria meu Galaxy tab por um IPAD, obviamente que o apelo da marca é forte, mas a satisfação com o que tenho está alta e enquanto eu estiver assim não trocarei. Mas tenho a perfeita noção que tenho um celular que faz o que faz com o android porque Jobs criou o Iphone e só tenho uma tablet porque Jobs criou o Ipad. Aliás ele não criou essas coisas: telefones e tablets já existiam antes da Apple, o mérito dele foi fazer com que elas funcionassem como as pessoas precisavam que elas funcionassem.
Acho que ele nunca levou tão a sério a sua frase que era a piada mais esperada de suas apresentações: “Antes de terminar, só mais uma coisa” era a deixa para alguma Icoisa mágica ser apresentada e “antes de terminar” ele deixou um legado incrível: é possível fazer diferente quando todos dizem que só há uma maneira de ser feito.
Obrigado Jobs pela tecnologia incrível que nos ajuda a trabalhar melhor todos os dias
Diego De Mathia

